Foto: G1
Fala, amigo visitante, tudo bem?
Hoje tomei coragem eu vou ousar fazer algo que eu tinha vontade de fazer já há um tempo aqui no Groove Agudo: abrir uma nova categoria voltada a resenhas e dicas sobre conteúdo musical. É mais um jeito de dividir com a galera as coisas que eu vou conhecendo ;). Vou começar com o que eu vou chamar de “opinião” sobre um show (resenha pode parecer arrogante nesse momento).
Ontem fui ao Summer Soul Festival, que teve sua segunda edição aqui na cidade de São Paulo e no qual se apresentou, entre outros artistas, o fenômeno Florence And The Machine.
Para quem não conhece ou não se lembra, Florence And The Machine é o nome artístico dado à junção da cantora britânica Florence Welch com sua banda, a máquina. Formado em 2007, o FATM ganhou um empurrãozinho da BBC com o BBC Introducing, o que levou-os a participar de grandes festivais da Inglaterra como o Glastonburry. Em julho de 2009 lançaram o primeiro álbum que explodiu de tanto tocar a surrada “Dog Days Are Over”.
Pois bem, ontem, terça-feira, dia 24 de janeiro, eu estava lá na Arena Anhembi para assistir ao show de Florence. Claro que praticamente não havia vontade própria de estar lá mas sou cavalheiro e não deixaria de acompanhar minha namorada que é fã s2
Eu já conhecia as músicas dos 2 CDs da moça então estava preparado e sabia que aquilo não teria a animação de uma micareta mas esperava muito mais.
Mas ela não tem um vozeirão? Tem, claro que tem. Canta muito, para caráleo, um espetáculo mas um artista da música não pode viver só disso, Cristo! Faltou energia do início ao fim do show. Ela não anda ou corre pelo palco, não toca nenhum instrumento e limitou-se às técnicas básicas de animação de show: (1) disse dezenas de vezes “Obrigada, São Paulo”, (2) sacou uma bandeira do Brasil no meio de uma música e (3) agitou um “pula, sai do chão”, não com essas palavras nem em portugês, durante a música “Dog days are over”.
Apesar de ser muito simpática, ficou quase que o tempo todo parada no centro do palco, balançando a cabeça e levantando os braços quando muito. Sua não-presença de palco é tão evidente que tem que usar uma roupa com panos esvoaçantes para que pareça maior e mais presente.
Custa ensaiar dinâmicas de palco pra entreter a galera, catzo? Beleza, a sua música não é uma agitação mas você está na Arena Anhembi com dezenas de milhares de pessoas e elas vieram aqui pra te ouvir e pra te ver. Portanto, apareça!
A banda é boa para chuchu e mega bem ensaiada – o som do festival estava muito bom o que faz a qualidade dos caras ser ressaltada – e é responsável pela maioria dos principais momentos do show. Aliás, me surpreendi ao ver que o solo que inicia a música “Dog days are over” é feito numa harpa e não em um banjo como eu imaginei que fosse.
Apesar de não ser a atração principal, muita gente foi ao festival única e exclusivamente para vê-la e acho que era a oportunidade de marcar sua passagem pelo Brasil.
Enfim, você pode misturar uma bela voz, um visual neo-rococó, uma boa banda, músicas bacanas (nem todas), e ainda assim não ter um bom show. Foi o que aconteceu nessa terça-feira.
Continuarei ouvindo e respeitando o som de Florence and The Machine mas que perderam uns pontos no meu conceito, perderam.
Sorte a minha que a noite ainda preparava uma surpresa com o show de Bruno Mars (não conhecia nada além do que toca nas rádios) que animou toda a galera, de 8 a 80 anos mas isso já é assunto para outro post…
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